Era só para pedir desculpa

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Aceitando o desafio do Nuno e da Paula, queria pedir desculpa. Considerem-se também desafiados.
E nada de "ah e tal as desculpas evitam-se". Isso está out. A tendência da próxima estação política, que culminará nas eleições legislativas de 2015, é o pedido de desculpa. Depois de saber disto, acho que o primeiro-ministro será o próximo a dar um passo em frente.

As escolas e os tribunais viveram semanas atribuladas. Nuno e Paula fizeram os seus pedidos de desculpa com apenas 24 horas a separá-los. Podiam tê-lo feito no mesmo dia, mas pareceria muito combinado. Com 24 horas de intervalo, tipo antibiótico, é mais eficaz.

‪#‎porumPortugalsemculpas‬ ‪#‎notasemuitoqueaslegislativasestãoàporta‬?




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Para a posteridade | 1000 e qualquer coisa


No sábado reparei no número redondo '1000' seguidores, no Pinterest. Fiquei tão entusiasmada que fiz a festa, atirei os foguetes, corri atrás das canas, abri champanhe que não bebi porque sou daquelas pessoas estranhas que não bebem champanhe [ao contrário da Beyoncé e do Jay Z], fui procurar alguém que quisesse ficar com a garrafa para celebrar alguma coisa e, entretanto, esqueci-me de fazer print screen aos '1000'.

group board Keep Calm também ultrapassou os 1000 pins nos últimos dias [nota-se muito que não faço ideia quando?]. Continuai a colocar por lá os vossos keep calms, mas sempre com muita calma e em silêncio que é um local zen.

Hoje já vamos em 1004 pessoas cheias de bom gosto que apreciam as imagens que, quando estou em estado de desocupação total, vou guardando nos meus álbuns de recortes virtuais. Qualquer dia convido-vos para verem os meus álbuns verdadeiros/físicos/oldschool, mas aviso já que um milhar é muita gente, pelo que terei de contratar um espaço para eventos e haverá necessidade de contribuírem. Na altura, acertamos detalhes.



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Para a posteridade | Alibaba

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Nunca houve uma estrela assim na bolsa dos Estados Unidos. Foi a mais bem sucedida entrada de sempre em bolsa nos EUA.

Começou em 1999 num pequeno apartamento na cidade chinesa de Hangzhou, com Jack Ma e 18 empregados. Hoje, o site de ecommerce Alibaba domina 80% do comércio online na China e alcançou a maior oferta pública inicial de sempre nos EUA: 21,8 mil milhões de dólares (16,9 mil milhões de euros).

Com esta operação, o site de ecommerce sobe a sua avaliação para 167,6 mil milhões de dólares, ultrapassando a Walt Disney ou a Boeing, mas também os concorrentes Amazon e eBay, dando-lhe poder financeiro para expandir para os Estados Unidos e outros mercados a nível mundial.





Está explicado

o regresso presidencial.

Pedro Passos Coelho investigado:
Passos Coelho poderá estar envolvido em crimes de falsificação de documentos e fuga ao fisco.




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Martim, O Analista Político

Martim. Sete anos. Português aparentemente com saudades do seu Presidente:
- Olha, olha, é o Cavaco Silva!

Martim. Sete anos. Português aparentemente com saudades do seu Presidente, mas não muitas:
- Quando o Cavaco Silva morrer, o próximo presidente...
- Oh Martim, o Presidente não tem de morrer para haver outro. Quando acabar o seu tempo como Presidente, vai embora e escolhe-se outro.

[Isto escrito assim parece um bocadinho descartável: então escolhemos um senhor - ou uma senhora - para ser o nosso representante máximo, para viver durante cinco anos - dez quando a coisa corre bem - no Palácio de Belém e depois mandamo-lo embora como se nada fosse e escolhemos outro? Acho que tinha gostado mais de viver no tempo dos reis, não fossem as guerras e as pestes e o facto de não haver eletrodomésticos - acreditem, em tempos de guerra e peste, uma máquina de lavar roupa devia dar imenso jeito.]

Martim. Sete anos. Português aparentemente com saudades do seu Presidente, mas sempre um passo à frente:
- Ah... Mas o próximo Presidente vai ser o Sousa.
- Qual Sousa?
- Aquele Sousa... O Marcelo. Marcelo Sousa.


Em 2016 voltamos a este post para tirarmos teimas. Não se esqueçam.



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Agora sim, estamos novamente completos.

Após a primeira aula de História do 6.º ano, a minha filha perguntou-me se sabia que o Presidente Cavaco Silva termina o mandato em 2016.

Saber, sabia, mas fiquei a pensar nisso e em como nunca mais tinha visto nem ouvido falar de Cavaco Silva. Teria o manual de 6.º ano uma gralha? Estaria eu enganada? Teria o mandato terminado mais cedo devido a restrições orçamentais? Seria isto de termos um presidente chamado Cavaco Silva, até 2016, um mito urbano?

Não há coincidências... Quando estava prestes a publicar aqui esta minha preocupação nacional, de forma a partilhá-la com a nação, porque, se é uma preocupação nacional, parece-me lógico que tenha de ser partilhada com a nação, eis que ELE reapareceu:



Ufa, afinal ainda habemus Presidente. Parecendo que não, dá algum jeito ter um Presidente da República numa presidência da república. Não se sentem mais completos com o seu regresso? Não parece que estão a ver o primeiro episódio da nova temporada da vossa série favorita [de preferência uma que não tenha sangue e armas e dramas intensos como ingredientes principais - hum, haverá alguma?]?

Não entram no fim de semana muito mais iluminados e sem pensar no mofo que se começa a instalar nos armários na sequência deste setembro tropical com chuva e humidade acima dos 90%?




Também posso fazer um desenho.











Essa coisa de andar a enganar meio mundo não é para mim. Andar a enganar-me muito menos.







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You don't fool me

Ultimamente tenho pensado muito nesta música. Melhor dizendo, o título tem-me assaltado o pensamento em várias situações, de forma automática. E não a ouvia há longos anos.






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Acontece a todos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mariana:

- A Beyoncé diz que tem andado a beber? E que está drunk? Drunk? Ahahahahah Ela diz que está bêbeda?! Ahahahahah Bêbeda de amor? Ela diz mesmo isso? Ahahahahah Ok, podes mudar para outra rádio?




Ninguém cá por casa tem muita paciência para a Beyoncé. Reconhecemos-lhe o mérito, mas não deixa de ser demasiada música, demasiada letra, demasiado arrastar, demasiado rebolar, demasiado Jay Z.

Não sei o que é que me deu, mas resolvi ver o vídeo e analisar a letra da Drunk in Love. Quando têm algum tempo livre, as pessoas ou acedem ao facebook para descobrir que os amigos comeram - outra vez - comida japonesa crua, ou analisam letras. Eu analiso letras, depois de ter comido salmão cozido.

Parece que a Beyoncé e o Jay-Z  têm uma vida íntima bastante agitada e gostam de cantá-la ao mundo. Mas não é qualquer um que os consegue acompanhar. Eu, pelo menos, a meio da letra / do vídeo já me perdi.

Não é fácil seguir o fio condutor das referências a bebidas alcoólicas, a uma noite que nunca mais acaba apesar da alcoolemia generalizada, a Anna Mae / Tina Turner [que originou polémica], a Clint Eastwood, a várias partes dos corpos, a melancias, e ao grande corpo do Jay que, no vídeo, aparece sempre completamente vestido, enquanto a Beyoncé e as suas transparências rebolam nas ondas do mar, à noite [não costuma ser boa ideia].

Apesar de, obviamente, não ter estado no meio da barafunda toda do episódio da vida intima da Beyoncé e do Jay que originou a Drunk in Love, devo ter ficado mais atordoada do que eles.


Ainda assim, há uma parte da música com a qual me consigo identificar. É algo que, aliás, acontece a todos, com maior ou menor frequência. Beyoncé e J. acordaram na cozinha desconhecendo como foram lá parar.
We woke up in the kitchen saying [deve ser confortável]
How the hell did this shit happen? [pardon my French]

Pois que também já vivi uma situação de perda de noção espacial idêntica. Certo dia, voltava do shopping para casa, mas perdi-me e fui ter a uma serra qualquer. Não sei como fui lá parar. Andei às voltas, às voltas, sem vislumbrar uma saída. Ainda por cima, tinha acabado de comprar três hamsters que estavam numa caixa de cartão fino. Comecei, claro, a ficar atordoada. E nem sequer houve Armand de Brignac à mistura.

Primeiro porque andava, em dia de chuva e nevoeiro, labirinticamente às voltas numa serra desconhecida, que só subia e nunca mais descia, que não tinha largura suficiente para duas viaturas se cruzarem e com vista para o precipício [para o qual obviamente não olhava porque já estava demasiado ocupada a olhar para a caixa dos hamsters - já disse que o cartão era fino? -, para o GPS tão desorientado quanto eu e para a estrada sem largura com o precipício ao lado.] Beyoncé e Jay Z, pensavam vocês que eram radicais? Superem isto!

Depois, porque já estava a imaginar três hamsters, ainda por amestrar, a roerem a caixa, a passearem pelo carro e eu a tentar apanhá-los, enquanto conduzia em ziguezague na minúscula estrada com o precipício ao lado, por entre chuva e nevoeiro.

Bem, resumindo, não sei como fui parar à serra e não me lembro como é que saí de lá. [Os hamsters também devem ter passado pela mesma sensação.] Chegar a casa foi mais ou menos como acordar na cozinha depois de um estado de embriaguez, com a diferença de que os intervenientes só tinham bebido água.



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Workout Music | Dirty Dancer II






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Neste Regresso às Aulas podes ver o que tu quiseres.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Mariana:
- Hoje ainda não tive Religião e Moral.
- Então o que é que fizeram nessa hora?
- Fomos para a biblioteca ver um filme. Decidimos, em conjunto, ver o Scary Movie 3.
[ahhhh, espantoso como os pré-adolescentes se conseguem entender rapidamente quando se trata de visionar filmes não recomendados para a sua faixa etária, numa escola pública, em substituição da aula de RM.]

Dando a mão à palmatória, o Scary Movie parece-me uma escolha evidente para um dia [ou será dias? talvez a semana toda? na volta, isto do trovejar ainda dura setembro todo] de trovoada. Passar o tempo com os amigos a assistir ao Scary Movie, com trovoada como pano de fundo, é coisa para me parecer duplamente buédafixeyo.



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Suaves Despertares VIII

Martim:
- Mãe, estou nervoso por causa da trovoada. E se houver trovoada quando estiver na escola?
- Ah e tal não te preocupes. Ah e tal é só barulho.

Aparentemente, os argumentos 'ah e tal' não convenceram a pessoa de sete anos, que optou por procurar uma perspetiva masculina sobre a situação:

- Pai! Estou nervoso por causa da trovoada!
- Porquê? A trovoada é buédafixe!
- É?
- Sim! É fixe, yo!
- Ah, pois, é fixe, yo!

Assunto resolvido, acabou o nervosismo. O argumento ' fixe, yo' demonstrou-se, assim, mais eficaz do que o argumento 'ah e tal'.

[Eu cá nunca tive medo de trovoada, pelo contrário. Porém, nunca soube explicar, mais ou menos técnico-cientificamente, a razão de ser fã dela. Hoje de manhã, finalmente percebi: a trovoada é fixe, yo! Claro. Como é que nunca me apercebi disso?]



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Workout Music | Turn Me On






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