Quem tem um marido assim tem tudo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

À noite:

Ele: O que é que vais comer?

Eu: Um diospiro.
[Um diospiro entre outras coisas, não se apoquentem. Tenho de aproveitar, que a época do fruto é curta e depois passo o resto do ano a tropeçar - não literalmente, em geral - em toneladas de maçãs, laranjas e ananases, enquanto suspiro por diospiros.]

Ele: A sério? [Como se eu fosse pessoa para brincar com um assunto sério como comer diospiros.] Mas não é indigesto?

Eu: Não sei, mas está a apetecer-me, vou comê-lo.
[É assim mesmo: living on the edge! Indigestões, who cares?]

Ele: Ok, se morreres, pelo menos morreste satisfeita.
[Há sempre um lado positivo em tudo.]


Estou viva. E pronta para outro.



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As palavras que vos diria

se não tivessem direitos de autora - A Loira:

Se estamos magras é porque estamos anorécticas, pobres de nós que sempre sofremos da cabeça com esta mania das dietas. Se estamos gordas é porque não temos cuidado nenhum, comemos tudo o que nos apetece, somos umas lontras. Se fazemos exercício é porque não temos mais nada para fazer, se fossemos passar a ferro é que éramos umas grandes mulheres. Se não fazemos exercício é porque somos umas preguiçosas, que só queremos estar alapadas em frente à televisão a comer bolachas. Se somos magras e vamos correr devíamos era ir comer um hambúrguer. Se somos gordas e vamos comer um hambúrguer somos umas nojentas, devíamos era comer duas folhas de alface. Se deixamos o cabelo crescer não tem jeito nenhum, está horrível e sem corte. Se cortamos o cabelo, que horror, onde estávamos com a cabeça para fazer uma coisa destas? Se vestimos bem queremos chamar a atenção. Se vestimos mal somos umas desleixadas. Se temos um namorado bonito, pobre homem, deve ter um grande defeito para estar connosco. Se temos um namorado feio é porque somos horríveis e não conseguimos arranjar melhor. Se elogiamos é porque queremos alguma coisa. Se criticamos é porque somos fracas, mesquinhas e invejosas. Se estamos caladas é porque somos umas sonsas. Se falamos demais é porque estamos com falta de sexo. Se gostamos de estar em casa somos umas anti-sociais. Se gostamos de sair e de nos divertir somos umas galdérias. Se passamos muito tempo sem um homem pobres de nós, devemos estar com uma grande depressão. Se pelo contrário acabamos uma relação e começamos outra somos umas vadias. O problema das mulheres não é ser gorda, nem ser magra, não é ser alta ou baixa, bonita ou feia. O problema das mulheres é que são sempre criticadas. 

O problema das mulheres é que têm sempre dedos apontados. O problema das mulheres é que essas críticas e esses dedos apontados chegam sempre de outras mulheres. O problema das mulheres é que não gostam umas das outras. O problema das mulheres é que não nasceram para se unir, nasceram para competir. O problema das mulheres são as outras mulheres. E sim, há excepções, são as que as mulheres consideram que têm a puta da mania que são melhores que as outras.

[Reparem que não censurei a nona palavra a contar do fim, mas censurei a palavra em itálico aqui. Há dias e dias.]




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[13] Things I ♥

Que leiam o meu blogue e percebam as mensagens subliminares que envio através dele. Pois que escrevi que gosto de diospiros e aparecem-me à frente com uma caixa de diospiros acabados de colher porque, surpreendentemente, alguém percebeu que gosto de diospiros. Obrigada P.!

Não são lindos mas são biológicos. #oquecontaéointerior




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Workout Music | Colors


Saw them dancing in your eyes
Like shadows in the night
Doing pirouettes around the stars
We were running in a haze
I remember every shade
Hit my veins and they shot up sparks 

Words fell from your lips 

And all I heard was white noise in the dark 
But when you looked away 
I remember every shade 

So let your colors run tonight 

We’re painting in the dark 
Let your colors run tonight 
The colors of your heart  




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Haja alguém que me compreenda

terça-feira, 21 de outubro de 2014


Uma amiga - jornalista e escritora - comentava: "O Segredo é a pior mérdia que já tentei ler. Tentei."



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Como peixes na água.

Quando a minha filha entrou pela primeira vez numa piscina, o professor dela não acreditava que nunca tivesse tido aulas de natação.

Ontem estive a conversar com o professor de natação do meu filho, que acha que ele tem perfil para competição [se não andasse agora com a tara de querer voltar para o nível I porque é mais divertido. enfim.]

Ainda estou para descobrir a quem é que eles saem.



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Queres uma goma? Queres, QUERES?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Fim de aula. Eu a conversar com a instrutora. Passa um instrutor que distribuía gomas por tudo o que era pessoa que encontrava, não excetuando esta pessoa que vos escreve:
- Queres uma goma?
- Não, deixa estar, obrigada.
- Toma lá, come uma goma!
- Não quero, obrigada.
- Come uma!
- ...

Dia seguinte, antes do início da aula. Outro instrutor:
- O que é que procuras?
- O meu MP3...
- Queres uma goma?
- Não, neste momento quero é encontrar o meu MP3. [Esse aparelho essencial à vida.]
- E uma goma, queres?
- ...

Admito que está bem pensado. Andar a oferecer guloseimas pelo ginásio fora embora lá dentro é uma ótima estratégia. Calories out com exercício, calories in com gomas. A clientela não engorda mas também não emagrece e, assim, nunca mais de lá sai.

Mas... gomas? Gomas parece-me algo desadequado, infantil talvez. Gomas é para meninos.


Para pessoal da pesada nada melhor do que comida da pesada, com substância, comida a sério. Nada de gomas cor de rosa. Gosto de jogar pelo seguro, pelo que, se o ginásio fosse meu, colocava logo à entrada_quando_se_entra / saída_quando_se_sai umas alheiras de Mirandela, uns pedaços generosos de broa de Avintes, umas rodelas de chouriço de sangue, umas chamuças (só) para dar um toque internacional, umas malgas com sopa a lavrador e vinho tinto maduro alentejano daqueles em garrafão mesmo e que, calculo, combina lindamente com as chamuças.

Como sei que o pessoal do gym devora cada post meu como se de comida luso-indiana se tratasse - eu percebo, o meu blogue é uma espécie de bíblia do fitness -, estando, portanto, sempre muito atento às minhas necessidades e inquietações, estou certa de que, não tarda, me perguntarão:

- Queres uma alheira? Não? E uma chamuça? Queres, queres? Come lá o raio da chamuça! És tão difícil...! Mas não disseste no teu blogue que querias comida luso-indiana? Mau, parece que andas a gozar.



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Fénix

No 20 de outubro de há dois anos uma pessoa estava de parabéns. Encontrava-me longe, tinha acabado de comprar o meu Keep Calm and Carry On e estava com ele em mãos quando recebi uma notícia que deitou [quase] tudo por terra.

Hoje, no mesmo dia mas com um dia totalmente diferente - até o verão voltou em força - estou perto e há muito mais pessoas de parabéns por terem acreditado que tudo é impossível [apenas] até que aconteça.

Outubro parece-me um bom mês para recomeços.





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Tarde e a más horas

Opinante, aqui ficam as minhas incríveis respostas às tuas fabulosas perguntas, tarde [tenho andado ocupada] e a más horas [é meia-noite e meia, ninguém publica posts a esta hora, só uma pessoa revolucionária como eu]. Agora vou dormir que os sonos de beleza não dormem sozinhos.

O que mais te surpreendeu no mundo da blogosfera?
Estou pela blogosfera desde que nasceu [só não andei com ela ao colo porque não dava muito jeito], por isso conheço-a bem, é difícil surpreender-me.

Já falaste sobre algum assunto de que depois te arrependeste?
Não, mas acredito que nem todos entendam o tipo de humor, o sarcasmo, a ironia, as divagações muito próprias ou as interligações de ideias que faço o favor de publicar num blogue público, disponível à humanidade para consulta e comentário.

Por outro lado, é possível que algumas pessoas se tenham arrependido de ler o que escrevi - principalmente se não perceberem português ou se tiverem o hábito de coscuvilhar ler blogues só porque não lhes assiste nada melhor -, mas essa questão já me ultrapassa:

[quote em inglês para ser mais inteligível a quem não sabe português]

A tua família tem conhecimento do blogue?
Toda a gente conhece o meu blogue. Há alguém que não conheça o meu blogue? Se estiver por aí alguém que não conheça o meu blogue que se acuse.

Que cuidados tens com as fotografias que colocas?
Tenho todos os cuidados possíveis. Trato-as com imenso carinho para que não se danifiquem. Até agora nenhuma se queixou.

Que expetativas tens quanto ao blogue?
Já que toda a gente humana [pleonasmo] o conhece, que se torne conhecido lá fora. Lá fora mesmo. As in fora da Terra. "The Glitter Side, o primeiro blogue interplanetário" era giro. Acho que, aí, a blogosfera finalmente me surpreenderia.



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Há de haver sempre quem prefira palmadinhas nas costas.

sábado, 18 de outubro de 2014


Incrivelmente, dei por mim a explicar ao dono de um ginásio que se devem criar condições para que os clientes se sintam motivados, libertem o máximo de energia possível, saiam de lá satisfeitos com o seu treino e com vontade de... voltar.

Que não pode ser só para a fotografia. Que, no fundo, um ginásio alimenta-se de dinamismo e que o sucesso mede-se mais pela capacidade de manter os clientes do que captá-los.


Saí de lá com a sensação de ter estado a dar uma aula de Filosofia ao tronco de uma árvore. E a precisar muito de uma aula de Combat ou Grit ou assim. #changethegame



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O cúmulo da fixação* pelo fitness

sexta-feira, 17 de outubro de 2014


é receber a revista da Nivea, folhear em dez segundos toda a informação sobre batons para o cieiro, desodorizantes e body milks, e deter-me na última página a analisar cada palavrinha sobre os seis melhores exercícios para trabalhar os glúteos.

* Tara, é capaz de ser tara mesmo.




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Conversas para lá [mesmo muito para lá] de intelectuais II

A ver um episódio se uma série qualquer [e tão concentrada que não me lembro qual]:

Eu: Exato, é mesmo assim! Estudei isso [o que quer que tenha sido 'isso'] em Psicologia.
Ele: Eu não, não estudei isso em Psicologia.
Eu: Mas tu não tiveste Psicologia...
Ele: Pois.



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O Brasil vai deixar de ser o maior produtor de chuchus

perante o que se está a passar na minha horta.

Afinal, parece que sempre sou uma agricultora de sucesso. Já não tenho só metros e metros quadrados de folhas de chuchu. Já tenho também muitos dos próprios dos chuchus, esses frutos ricos em ferro, magnésio, potássio, fósforo, cálcio e fibras, com efeito diurético e poucas calorias. [Podem consultar a descrição da minha elaborada técnica de plantação de chuchus aqui.]

Mas isto da agricultura não tem só alegrias. Ontem constatei que a curgete não aguentou a bipolaridade outonal e faleceu. Num dia estava ali, no outro já não estava. Bah, parece que terei de aprender a lidar com os insucessos da agricultura.

Em compensação, os nabos que semeei também com uma elaborada técnica - atirei as sementes para a terra e esperei [nas semanas que entretanto se passaram fiz mais uma outra coisa, não estive lá literalmente à espera] - já estão a dar sinal de si e eu regozijo porque, modestamente, faço sopas divinais na Bimby, mas a Bimby, apesar de fazer quase sozinha as sopas que faço de forma divinal, ainda não faz os legumes. 

É favor atribuir extremo valor a esta fotografia já que, para obtê-la, fui perseguida e ameaçada por duas abelhas - ou vespas, não sei bem, não me detive a analisar. Nunca pensei que fotografar embriões de chuchus pudesse ser uma atividade de alto risco, mas havendo abelhas/vespas/feras-desse género por perto, é, por isso valorizem o fato de ter colocado a minha vida - uma pequena superfície da minha epiderme, vá - em risco.



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Suaves Despertares XI

Martim, às voltas com a bipolaridade do outono logo pela manhã:

- Não vou levar manga comprida! Quero levar manga curta. Manga comprida nem pensar! Agora está frio mas à tarde vai estar calor e eu não posso usar manga comprida com calor porque fico cheio de... calor.

[Foi de manga comprida com manga curta por baixo, para à tarde poder tirar a primeira e lidar assim com a intensa vaga de calor por ele - e só ele - prevista.]



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C'est top!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


MANGO AW14 | 12.99

Preciso muito de Paris e de Vayorken aka Nova Iorque, nem seja através de mensagem estampada numa t-shirt.

Tamanho S, que tenho a mania de comprar Ms porque acho que sou alta mas afinal não devo ser assim tão alta que justifique comprar Ms em vez de Ss, porque os Ms presenteiam-me quase sempre com tecidos extras. Na descrição destas t-shirts consta que são compridas, por isso vou confiar que os senhores da Mango sabem o que estão a escrever e optar pelo S. E, se tudo falhar, posso sempre trocar ou devolver. Para qualquer problema há sempre uma solução - ou duas.




"Vayorken" é Nova Iorque e é viciante

A música, a letra, o vídeo, o recordar-me a infância, o lembrar-me da minha filha com a pele dourada, os olhos muito azuis e madeixas muito loiras criadas pelo sol e pelo mar de verão ao ouvir Quando for grande, vou ser prof. de windsurf / E quando danço, rodo e faço "brinc-dance", o #meidentifico com o Ana só / Sim, só Ana, e a gargalhada que solto de cada vez que escuto O windsurf não / O windsurf não vem de Vayorken lá para o final - é tudo viciante.


Capicua é uma rapper portuguesa oriunda da freguesia de Cedofeita, cidade do Porto. Licenciada em Sociologia, Capicua (Ana Matos Fernandes) apresenta o seu novo disco "Sereia Louca" em Março de 2014 e é desse seu novo trabalho que é extraído este tema "Vayorken" onde a cantora reflecte sobre a sua infância e as coisas que a faziam feliz na idade da inocência: Vayorken, como a cantora conhecia Nova Iorque; mas "Vayorken" como a origem do graffiti, de Jane Fonda e do "brinc-dance" (break-dance). Com uma letra profunda e uma sonoridade potente, Capicua consegue transportar algumas imagens da sua índole mais íntima e profunda, para uma excelente canção. 

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf 
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance" 
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken 
E em Vayorken, a gente diverte-se imenso!  

Era para ser Artur e nasci Ana 

(Ana quê?) Ana só. 
(Ana só?) Sim, só Ana. 
Era percentil noventa nos anos oitenta 
E entre colheradas chorava sempre faminta 
Sempre vestida como um mini comunista 
Com roupas que a mãe fazia com modelos da revista 
Eu queria ser pirosa, vestir-me de cor-de-rosa 
Vestir Jane Fonda na ginástica da moda 
Com sabrina prateada, licra collant 
Cria de pequeno pónei bem escovadas, espampanante 
Tinha a mania de pôr as cores a condizer 
No meu entender, rosa com vermelho não podia ser 
Uma noctívaga que não dormia a sesta 
E, de manhã, sempre quis menos conversa 
Uma covinha só de um lado da bochecha 
Adormecia com o pai e a mesma canção do Zeca "
Dorme, meu menino, a estrela-d'alva" 

Era sempre mais Mafalda do que Susaninha 

Ai de quem dissesse mal do Sérgio Godinho! 
Ainda tenho alguns postais para a gentil menina 
Enviados pelos pais de um qualquer destino 
E se alguém me perguntar pelo pai, pela mãe 
Eu sei, sei, foram para Vayorken, Vayorken 
Foram para Vayorken, Vayorken, Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf 
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance" 
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken 
E em Vayorken, a gente diverte-se imenso!  

Com dois anos, o primeiro palavrão 

Cheia de medo, em cima do escorregão 
Mau feitio bravo, vício de gelado 
Todo sábado sagrado, mesmo durante o inverno 
Acabava com a arca do café ao pé do prédio 
Ainda comi os gelados que eram do meu primo Pedro 
Ana da bronca, sempre do contra! 
E coragem de fechar duas miúdas na arrecadação Às escuras, pobres criaturas! 
Por me serem impingidas como amigas à pressão 
(Ó Ana, onde é que está a Rita e a Joana?) 
(Sei lá! Não sei.) 

 No infantário dei o meu primeiro beijo 

Ainda me lembro como se fosse hoje 
Contei à minha avó que tanto se riu 
Que até debaixo da mesa com vergonha me escondi eu 
O tal espigueiro e o gato amarelo 
No meu poema, no novo caderno 
Muito elogio pela redacção 
E muita paciência para o poder de argumentação 

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf 

E quando danço, rodo e faço "brinc-dance" 
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken 
E em Vayorken, a gente diverte-se imenso!

O "brick-dance" vem de Vayorken 

O graffiti vem de Vayorken 
O hip-hop vem de Vayorken 
Vayorken, Vayorken, Vayorken, Vayorken 
O "brick-dance" vem de Vayorken 
A Jane Fonda vem de Vayorken 
O windsurf não, 
O windsurf não vem de Vayorken 

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf 

E quando danço, rodo e faço "brinc-dance" 
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken 
E em Vayorken, a gente diverte-se imenso!

CAPICUA - Vayorken (c/ letra)




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Mariana, futura especialista em fitness e nutrição

- Oh mãe, viste aquele anúncio?
- Sim, porquê?
- A senhora bebeu um copo de leite e depois foi andar de bicicleta. Não se deve fazer! Aprendi em Ciências que não se bebe leite antes do exercício físico por causa da digestão. Não deviam pôr isso no anúncio!

E com este espírito crítico-analítico face à publicidade pode ser que ainda convença o irmão a ver os slogans publicitários de outra prisma.



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Suaves Despertares X

ou
O meu filho é um alvo fácil dos slogans publicitários.

Martim, desolado: Tuuuuuuu nãããão me deixaaaaaaste ir a iiiiisto dos oooooolhos que houve na escooooola!

Eu: Pois não. Foste ao oftalmologista há pouco tempo e está tudo bem. Não precisavas de ser visto ['visto' não podia ser mais adequado] novamente.

Martim, muito desolado: Mas eu preciso de óculos!

Eu: Lê isto e isto e aquilo ali. Vês ['vês' não podia ser mais adequado]? Não precisas de óculos. Vês tudo perfeitamente. O médico disse que vês a 120% [seja lá o que isso for, mas o tom que o médico utilizou para anunciar o facto foi positivo].

Martim, mais desolado ainda com a sua saúde ocular: Não percebes... Preciso de óculos...

Intervenção divina do pai: Já viste ['viste' não podia ser mais adequado] o que diz no panfleto que ele trouxe?

Claro. "Usar óculos é fixe!" [se formos fabricantes de lentes então] 
Agora, sim, vi tudo nitidamente, mesmo sem óculos.






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