UMinho

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um dos rapazes, o Nuno, foi aluno do meu marido. Uma daquelas caixas de correio já foi do meu marido e dos colegas. Eu pus lá cartas enamoradas - sim, em tempos idos cheguei a ser uma pessoa romântica, depois deixei-me disso e tornei-me mais prática; mas tenho um blogue, é capaz de ser uma coisa romântica se analisarmos bem. Aquela é a 'minha' universidade e na estátua de Prometeu - a das homenagens que hoje se fazem - está parte da minha história.

Desde ontem que balanço entre a incredulidade e a cada vez maior certeza de que, romantismos à parte, temos o dever - para com quem já não o poderá fazer, mas sobretudo para connosco - de Aproveitar os momentos que nos são concedidos por aqui.




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Agora é e̶s̶p̶e̶r̶a̶r̶ pagar para ver

Portugal deu ontem o primeiro passo para a saída limpa da troika. O Tesouro fez o primeiro leilão de dívida de longo prazo sem a ajuda de um sindicato de bancos desde o pedido de resgate, em 2011. E, além de ter colocado o montante máximo previsto, pagou o juro mais baixo de sempre. O IGCP angariou 750 milhões de euros em obrigações do Tesouro com prazo a dez anos, com uma procura 3,5 vezes superior à oferta, comprometendo-se com uma taxa de juro mínima recorde: 3,575%. Mais impressionante é que o custo do financiamento da emissão de ontem é quase metade dos 6,716% que Portugal teve de suportar no último leilão a dez anos feito em janeiro de 2011, ou seja, antes da chegada troika. [dinheiro vivo]



A Comissão Europeia considerou que o leilão de dívida portuguesa a dez anos foi "um sucesso" e revela o aumento da confiança dos investidores no país e na recuperação da sua economia. "Esta colocação de títulos de dívida é mais um sinal positivo do crescente acesso de Portugal aos mercados. E reflete tanto o aumento da confiança dos investidores como os números da recuperação económica e do emprego em Portugal', afirmou Simon O'Connor, porta-voz do executivo comunitário para os Assuntos Económicos. [dinheiro vivo]


Portugal bond sale opens way to bailout exit 
By Robin Wigglesworth in London and Peter Wise in Lisbon [financial times]

Artigo em que Portugal é retratado como uma espécie de campeão do crescimento equilibrado, que optará por uma saída limpa. Ok, Afonso, se calhar já não haveria necessidade de emigrares. Daqui a uns tempos voltamos a falar.





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Aquele momento

quarta-feira, 23 de abril de 2014

em que o chefe do FMI é barrado no aeroporto de Lisboa.

Quando o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras lhe pediu a documentação no aeroporto, Subir Lall entregou um passaporte das Nações Unidas que era válido a partir do dia 21 de abril, segunda-feira. O incidente ocorreu dia 20, não tendo por isso o chefe da missão do FMI em Portugal autorização para entrar no país. O FMI assumiu ter-se enganado ao pedir o visto apenas para dia 21.



1.º Desculpa, Subir Lall, mas deve ter sido giro. Burocraticamente giro, mas, ainda assim, giro.

2.º Afinal quem manda aqui, quem é? Ainda somos nós. No aeroporto, pelo menos... e se os vistos não estiverem em ordem. É mais ou menos como eu, que mando no meu corpo exceto se houver laranjas por perto, e tem havido muitas laranjas por perto. Long [nada por aí além] story aqui.

3.º É de mim ou o FMI é uma instituição um tanto ou quanto duvidosa? Desde o caso Strauss-Kahn, nunca mais me convenceu [não que o FMI tenha necessidade de me convencer, mas ficava-lhe bem].

4.º Se D. Afonso Henriques fosse vivo, primeiro agradecia o facto de ainda estar vivo [acho], depois dizia mal da vida dele porque não andou a lutar contra a mãe, Castela e os Mouros para entregar tudo - exceto o aeroporto de Lisboa quando os vistos não estão em ordem - à Comissão Europeia [mãe?], ao Banco Central Europeu [Castela?] e ao Fundo Monetário Internacional [Mouros?]. Por fim, construía um castelo no aeroporto de Lisboa porque aparentemente é um local estratégico e porque tinha de se ocupar com alguma coisa - uma pessoa que vive 900 anos pode sempre viver mais 900, pelo que tem de se manter ativa. Ou então livrava-se finalmente desta confusão e emigrava.



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O dia do sumo de laranja

Domingo não foi dia de Páscoa. Foi dia do sumo de laranja. Sumo de laranja ao pequeno-almoço, sumo de laranja ao almoço, sumo de laranja ao lanche. Porque, como toda a gente sabe, a bebida tradicional do domingo de Páscoa é o sumo de laranja. É ver sumos de laranja por esses lares portugueses fora. Digam lá se não foi o que escolheram para acompanhar o cabrito, o borrego ou o bacalhau espiritual.

Com tanto sumo de laranja, o meu estômago - esse órgão que desconhece a tradição lusa do sumo de laranja pascal, pelo que deve ser sueco - resolveu protestar lá pelas duas da manhã. Não foi glitter. Porém, eu, rapariga deveras ajuizada [como se pode comprovar pelo episódio de obsessão-compulsão-pascal-por-sumo-de-laranja acima descrito], ao final do dia estava no ginásio a mostrar ao meu corpo que quem manda nele sou eu [desde que não haja sumo de laranja por perto] e a ouvir de uma colega "boa! assim não ficaste com as calorias. quem me dera que me tivesse acontecido o mesmo!". Ninguém se atreva a dizer que não estou rodeada de pessoas otimistas, que vêem sempre o bright side em todas as situações.

Bom dia! [desejar bom dia ao meio-dia é mesmo viver on the edge]
Boa semana! [desejar boa semana a uma quarta-feira e sendo feriado na sexta é que é mesmo-mesmo viver on the edge. isso e praticar bungee-jumping depois de se ter bebido três sumos de laranja.]

Espero que a vossa Páscoa tenha sido menos... cítrica.



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I Want It Badly Enough

quarta-feira, 16 de abril de 2014


Dito isto, sei que quero muito estes brincos da designer japonesa Atsuko Sano, que, depois de se dedicar durante mais de uma década à joalharia para homem, apresentou no mês passado a sua primeira coleção feminina. 

The Military earrings from AS by Atsuko Sano | Vogue Fr

Agora só me falta encontrar uma forma de os conseguir e que não implique o recurso a meios ilícitos. Será que a Atsuko me empresta um par para testar, experimentar e analisar? 

Como é a primeira coleção, se calhar não convém partir logo para a compra. As minhas orelhas são anti-vários-materiais [são do contra, portanto] pelo que o melhor mesmo era que pudesse experimentar durante... sei lá... uns sete meses e depois dizia alguma coisa. 

Comprar brincos com preços que envolvem um camião de dígitos é como casar. Não nos casamos logo. Primeiro vamos tomar um copo [de preferência algo não alcoólico para não turvar a perceção] e depois de algum tempo... sei lá... [já escrevi 'sei lá' ali em cima, mas apeteceu-me escrever outra vez. depois da fase do 'não há coincidências', aparentemente estou a iniciar a fase do 'sei lá'. a Margarida Rebelo Pinto agradece.] uns quinze anos [sete meses no caso dos brincos], aí sim, casa-se. Nunca se conhece verdadeiramente alguém antes de quinze anos [sete meses no caso dos brincos].

Vou ali, então, enviar um email à AS. Vou explicar-lhe, em inglês adaptado à realidade japonesa, isto das orelhas alérgicas e do tempo e dos copos e do livro da MRP que agora também é filme, e de certeza que ela vai perceber o meu ponto de vista.

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The Perfect Lullaby

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu e a Beyoncé é algo que não dá certo. É demasiado para mim. Demasiada música, demasiada voz, demasiado look, demasiados passos. Ser fã da Beyoncé dá muito trabalho, exige muita dedicação e eu já tenho duas ou três coisas que me ocupam bastante tempo. Desculpa Beyoncé, [é óbvio que] não és tu, sou eu.

Assim de repente, acho que só há duas músicas dela de que gosto mesmo: a Halo e a Sweet Dreams. De preferência só com som, nada de vídeos.

Isto deve ser uma espécie de heresia, mas descobri que ninguém precisa de uma Beyoncé quando tem uma Mariana Bandhold que pega na Sweet Dreams, eleva-a a outro nível e ainda lhe confere uma roupagem roqueira. Não costumo soltar lágrimas quando vejo/ouço este tipo de programas - mais facilmente acontece se tiverem a dança como base - mas ontem aconteceu. Ou foi da intérprete ou então foi da libertação de histamina devido aos pólenes que andam no ar [se bem que estava na cozinha e lá não há flora, nem sequer daquela que se guarda no frigorífico e serve para barrar o pão].


The Voice Portugal | 2014.04.13




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Não sei se fique preocupada*

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Marido para mim:
- O que mais gosto em ti são os teus olhos e o teu cérebro.

Tantas horas de ginásio, tanto esforço, tanto músculo treinado até à - relativa, vá - exaustão, tanto fitnesstantos Bodycoisos, tanto stretching, para dar nisto. A julgar pela observação do meu marido, o meu lugar não é no ginásio. É na biblioteca.


* ou se vá arranjar algo mais útil para fazer. 



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Something Blue :: Paisley Blue

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Top Halter Paisley | Indigo | MANGO

[Não liguem ao ar semidesolado da modelo. Se calhar esteve a correr na Foz. Ou a ver pessoas a correr na Foz. Corrijo: não é 'a correr', é 'a praticar running'.]




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Body Running Health Pumping



O Ricardo Araújo Pereira traduziu em palavras os pensamentos que me ocorreram há uns anos, quando me inscrevi num ginásio health club pela primeira vez. Ainda passei pela 'agravante' de ter mudado, mais tarde, para um ginásio health club que, em vez das modalidades Les Mills, tem as Radical Fitness, pelo que tive de (re)aprender todo um maravilhoso mundo novo de terminologias.

"Vocês lembram-se de quando as pessoas iam ao ginásio fazer ginástica? Hoje vão ao heatth club fazer running. Não é a mesma coisa. Se fosse a mesma coisa, não tinham mudado o nome.

A maior parte das ginásticas que se fazem hoje são estrangeiras. Deram-me um folheto de um health club e eu fiquei um bocado confused. Coloca à minha disposição aulas de BodyPump, BodyJam*, BodyStep*, BodyCombat, BodyBalance* e BodyAttack, portanto já não há ginástica. E o mais aproximado que tens de andar de bicicleta é cycling com bikes, com a variante de bikes dentro da water.

Fitness é fitness, enquanto wellness é wellness. Isto é fitness, para o teu body. Duvido muito que o wellness faça alguma coisa se não acompanhares com fitness. Wellness é uma zona de relax, não faz muito sentido se não vieres do fitness.

Não sei se tenho habilitações literárias suficientes para frequentar estas ginásticas... O melhor talvez seja começar pelo step, que é como quando um bêbado tenta subir uma escada e não passa do primeiro degrau. Sobe, desce, sobe, desce. Pode-se fazer numa escada normal, mas tem de ser estrangeira, as escadas portuguesas não têm steps.

Stretching é o antigo espreguiçar.

Zumba e Sh'Bam* são bailaricos. Zumba tem coreografias complexas, é mais para engenheiros nucleares. O Sh'Bam é mais fácil, é para quem chumba na Zumba.

As pessoas riem-se de quem vá ao ginásio dizer que quer fazer... ginástica."

Mixórdia de Temáticas - Série Miranda. Episódio 47.


* saudades




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Neon Party

quarta-feira, 9 de abril de 2014


Não admiro néon só nas sapatilhas. Também é um gosto vê-lo na roupa, principalmente na desportiva, onde se pode usar e abusar dele ['abusar' não é 'abusaaaaar']. Sobretudo se o ginásio resolver promover uma neon party, que requeira peças fluorescentes e/ou refletoras. Foi a deixa perfeita para estrear uns tops fluorescentes que estavam guardados, embora tenha descoberto no dia que me estão larguíssimos, pelo que tenho de usar mais uns quantos tops por baixo para ficar mais composta. 

O meu look, quase tão flawless como o da Cláudia Vieira, ficou completo com umas orelhas fluorescentes que fui obrigada a usar pelas funcionárias do ginásio usei de livre e espontânea vontade, porque não há acessório mais em voga por esses ginásios portugueses fora do que a bandolete com orelhas néon [perguntem no vosso ginásio]. Era isso ou uns óculos da mesma coleção. Nenhum dos dois era especialmente cómodo para andar aos saltos num step, mas há que fazer sacrifícios pela festa. No pain, no gain, right?
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E depois

de alcançados os objetivos? E quando se quer mais, e o mundo - em todas as suas dimensões - é pequeno?



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Daily Therapy

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